Chegada a Itacaré

Grande, Brésil le 15/05/2012

 
Essa chegada a Itacaré, é caso para dizer, foi um pouco atribulada.
Passo a explicar, fizemos o trajecto inverso até Camamu desde Taipu de fora (taxi até Barra Grande + lancha rápida), depois fizemos os 200km que nos separam de Itacaré em ônibus, durante 4h. Para não facilitar as coisas, o sol estava particularmente quente. Deixo-vos imaginar a viagem de ónibus, por uma estrada cheio de curvas e contracurvas com uns 30° e um banheiro inutilizável ( alguém tinha vomitado, agora percebo).

Enfim, chegamos inteiros a estação rodoviária de Itacaré e queríamos apenas uma coisa: encontrar a Francesca , presidente da ONG LIBÉLULA.
Esses últimos dias não temos tido muita sorte e estava a sentir que nossa instalação ia ser bem mais demorada que o previsto. Tínhamos encontro marcado com a Francesca as 14h ,esperamos até as 15h, tentando contacta-la no seu telemóvel mas infelizmente ela não pude comparecer pois estava na praia (soubemos isso depois). Foi então que decidimos ficar uma noite ou duas numa pousada, o tempo de encontrar um ninho onde passar os próximos 3 meses e meio. upahupah!! Fomos levados para uma pousada bem bonita situada em frente a praia da coroa, El Misti. Ficamos num quarto de surfista (com camas sobrepostos, pequeno armário tudo isso num espaço de 10m² sem janela) pois era o único quarto onde a Coquette podia entrar e já não tínhamos força para procurar outra pousada. Estávamos exaustos!

Após uma boa duche, fomos dar um passeio pela cidade, estávamos finalmente em Itacaré!! Calhou bem (ou não), era o dia da mãe no Brasil e coincidia com uma final de futebol brasileiro então a cidade estava em efervescência. Havia uma grande barraca com comes e bebes e musica mesmo em frente a Praia da Coroa onde dezenas de pessoas assistiam a um jogo de futebol de praia. Ao inicio as pessoas olham para nós um pouco com estranheza e curiosidade mas acho que é algo normal nas pequenas cidades. Aqui as pessoas andam todas com sandálias, saias ou bermudas e um dado interessante, eu não vi quase nenhuma pessoa usando relógio. O sol esta a deitar-se pintando o céu com tons vermelhos e laranja. A primeira vista este lugar, praia da coroa lembra-me muito a baía de Câmara de Lobos. A única diferença é que trocaram o calhau por areia, senão os barcos de pesca estão lá,o mar a perda de vista,  as casinhas de varias cores, os bares e a densa vegetação ao redor. hum saudades...
Continuamos nossa balada pelas ruas de Itacaré quando nos deparamos com a ONG LIBÉLULA. Nos aproximamos, havia uma 20 pessoas no interior (meninas e suas mães suponho) e encontramos finalmente a Francesca que estava em pleno preparativo para a festa da LIBÉLULA dedicada ao dia da mãe. Fomos convidados a ficar e partilhar o enorme bolo de chocolate. Aproveitamos para nos apresentarmos as meninas e tirar uma foto de grupo. a primeira impressão foi muito boa !! no entanto, devido a festa não tivemos tempo de falar com a Francesca então combinamos uma reunião 3 dias depois. o Tempo que encontramos um lugar onde desfazer as malas para os próximos 3 meses e meio. 

Voltamos então para a pousada para dormir com a intenção de se acordar de madrugada para procurar casa. Mas era sem contar com os  vizinhos, determinados a fazer a festa até as 2h perto das barracas bebendo cerveja e passando sempre as mesmas musicas aos berros. Esse foi o meu primeiro contacto com um item da cultura baiana: o FORRÓ. A cama do quarto não ajudou muito a encontrar o sono e a ventoinha que servia de ar condicionado fazia um barulho danado. Uma das piores noite da minha vida !! 

pequena anedota: Num grande desespero, as 1h20 saímos a rua , ainda com os olhos meio colados (já fazia 3 horas que tentávamos dormir) e compramos uma caipirinha na famosa barraca infernal.

 

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